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	<title>Arquivo de fitossanidade - INCT CITROS</title>
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	<description>Plataformas de genômica comparativa, funcional e melhoramento assistido de citros</description>
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	<title>Arquivo de fitossanidade - INCT CITROS</title>
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		<title>Inovação no Controle da Gomose dos Citros: conheça pesquisas do INCT Citros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CITROSinct23]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 19:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[biotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[doença de plantas]]></category>
		<category><![CDATA[fitossanidade]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa básica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores do INCT Citros desvendam o papel de duas proteínas na gomose dos citros, e abrem caminhos para novas estratégias de controle.</p>
<p>O post <a href="https://inct.iac.sp.gov.br/gomose-dos-citros/">Inovação no Controle da Gomose dos Citros: conheça pesquisas do INCT Citros</a> apareceu primeiro em <a href="https://inct.iac.sp.gov.br">INCT CITROS</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Pesquisadores do INCT Citros desvendam o papel de duas proteínas Crinkler na gomose dos citros e abrem caminhos para novas estratégias de controle.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A produção de alimentos enfrenta desafios constantes, sendo as doenças das plantas uma das maiores ameaças à agricultura sustentável. Nesse contexto, pesquisadores do INCT Citros realizam estudos para compreender a relação entre microrganismos e plantas de laranja, buscando entender as causas das doenças que afetam&nbsp;essas&nbsp;culturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Trabalho realizado pela equipe do <a href="http://lattes.cnpq.br/5539282358122586" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dr. Marcos Antônio Machado</a> e <a href="http://lattes.cnpq.br/6996604960287121" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dr. Heros José Máximo</a> fez importantes avanços no entendimento da <strong>gomose dos citros</strong> uma doença que ataca das plantas jovens aos pomares em produção e provoca danos irreversíveis, como o apodrecimento do tronco e degradação de raízes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Problema da gomose dos citros</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A gomose dos citros é uma preocupação constante para os produtores de laranja, essa doença é causada por <em>Phytophthora parasitica</em> – um microrganismo semelhante a fungos, mas que não é fungo. Essa doença causa lesões e apodrecimento de raízes e partes mais baixas da planta, o que leva a perdas expressivas na produção e até a morte da planta.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe - Marcos Antonio Machado" class="wp-image-6777" width="91" height="91" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 91px) 100vw, 91px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>Apesar de Phytophthora parasitica apresentar características morfológicas e de crescimento semelhantes aos fungos, ele é classificado como um oomiceto devido a diferenças fundamentais em sua biologia e genética. Por exemplo, os oomicetos, como P. parasitica, possuem parede celular composta principalmente por celulose, ao contrário dos fungos, que têm parede celular de quitina. Nesse sentido assemelham-se mais a plantas do que a fungos. &#8211;</em> Dr. Marcos Machado – Centro de Citricultura Sylvio Moreira.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, pomares afetados por esse microrganismo demandam maiores investimentos no manejo e controle da doença, impactando diretamente a economia do setor citrícola. O patógeno encontra-se normalmente no solo e se dispersa através da água de chuva e irrigação, penetrando em lesões nas raízes e troncos.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color">Leia também</mark></strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="https://inct.iac.sp.gov.br/plantas-transgenicas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Plantas transgênicas: desenvolvimento de cultivares de laranja doce resistentes ao cancro cítrico</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas do INCT Citros têm mostrado que a capacidade desse patógeno de infectar plantas está relacionada a presença de genes capazes de enganar a defesa da planta, facilitando a infecção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A pesquisa sobre as proteínas PpCRN7 e PpCRN20</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A literatura sobre oomicetos mostra que a presença de proteínas, conhecidas como “Crinkler” (CRN), é essencial para a patogenicidade de <em>Phytophthora</em> spp. Essas proteínas têm a capacidade de interferir no sistema de defesa das plantas, facilitando a infecção e colonização dos tecidos vegetais pelo patógeno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nessas informações, a equipe do Dr. Marcos Machado optou por estudar o funcionamento dessas proteínas em plantas de citros infectadas por <em>Phytophthora parasitica</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Objetivos da Pesquisa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Identificar proteínas CRN no genoma de <em>P. parasitica.</em></li>



<li>Avaliar a atividade desses genes durante a interação com duas espécies de citros, <em>Citrus sunki</em> (altamente suscetível à doença) e <em>Poncirus trifoliata</em> (resistente).</li>



<li>Avaliar se alguma dessas proteínas causa lesão ou impede a formação de lesão em folhas de uma planta modelo, <em>Nicotiana benthamiana</em>.</li>
</ul>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>Leia também</strong></mark></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2018/02/23/as-plantas-top-models/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">As plantas top models</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A equipe utilizou ferramentas de bioinformática para identificar a sequência genética responsável por produzir proteínas CRN. Dessa forma &#8211; por meio do sequenciamento genético &#8211; os pesquisadores encontraram 80 genes. A partir destes, 20 foram selecionados para serem estudados durante a interação de <em>P. parasitica</em> com as duas espécies de citros. Experimentos com essas proteínas em uma planta modelo mostraram a relevância de duas delas para o desenvolvimento da doença.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="893" height="893" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/2020-06-Sequencias-geneticas-sequenciamento-3.png" alt="sequenciamento genético - gomose dos citros" class="wp-image-7361" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/2020-06-Sequencias-geneticas-sequenciamento-3.png 893w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/2020-06-Sequencias-geneticas-sequenciamento-3-300x300.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/2020-06-Sequencias-geneticas-sequenciamento-3-150x150.png 150w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/2020-06-Sequencias-geneticas-sequenciamento-3-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 893px) 100vw, 893px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nomeadas de PpCRN7 e PpCRN20, essas proteínas enganam o sistema de defesa da planta, facilitando a infecção.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/1673434458215.jpeg" alt="" class="wp-image-7354" width="93" height="93" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/1673434458215.jpeg 200w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/1673434458215-150x150.jpeg 150w" sizes="(max-width: 93px) 100vw, 93px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>Nós vimos que a proteína PpCRN7 é responsável por &#8216;ligar&#8217; e a PpCRN20 por &#8216;desligar&#8217; um mecanismo de defesa da planta que leva à morte celular do tecido vegetal infectado por P. parasitica. A planta faz isso para tentar impedir que o microrganismo se espalhe pelo resto do tecido vegetal vivo. No entanto, esse oomiceto se alimenta tanto de tecido vegetal morto quanto vivo, com isso P. parasitica &#8216;brinca&#8217; com a defesa da planta para seu próprio benefício, dependendo do seu ciclo reprodutivo. Dr. Heros Máximo – Centro de Citricultura Sylvio Moreira.</em></p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Possíveis impactos para agricultura</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As descobertas sobre PpCRN7 e PpCRN20 abrem portas para o desenvolvimento de novas tecnologias para o controle da doença causada por <em>P. parasitica</em>, com importantes implicações para o manejo da gomose dos citros. Por exemplo, por meio da biotecnologia, é possível desenvolver produtos que atuem especificamente nessas proteínas, “desligando-as” e impedindo que o microrganismo infecte a planta. A edição gênica também pode aumentar a resistência das plantas a <em>P. parasitica</em>, permitindo o desenvolvimento de novas variedades de citros.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Benefícios a longo prazo contra a gomose</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho desenvolvido pela equipe do Dr. Marcos Machado mostra como a pesquisa básica pode levar a importantes inovações com impacto significativo na redução das perdas econômicas causadas por microrganismos, uma vez que essa estratégia pode ser aplicada a outras culturas, promovendo uma agricultura mais sustentável e resiliente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os avanços no estudo das proteínas PpCRN7 e PpCRN20 de <em>Phytophthora parasitica</em> representam um marco na citricultura. Ao entender como essas proteínas modulam a resposta das plantas à infecção, os pesquisadores do INCT Citros estão construindo o caminho para novas estratégias de manejo de doenças, contribuindo para a sustentabilidade e eficiência da produção agrícola. A continuidade dessas pesquisas é necessária para desenvolver soluções inovadoras que beneficiem não apenas a citricultura, mas toda a produção de alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maximo, H. J. <em>et al</em>. PpCRN7 and PpCRN20 of <em>Phythophthora parasitica</em> regulate plant cell death leading to enhancement of host susceptibility, 2019.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">Conteúdo desenvolvido por: <a href="https://www.instagram.com/descascandoaciencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Descascando a Ciência</a></p>
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		<title>Tecnologias para reduzir o uso de agrotóxicos na citricultura</title>
		<link>https://inct.iac.sp.gov.br/tecnologias-para-reduzir-o-uso-de-agrotoxicos-na-citricultura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[CITROSinct23]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 19:44:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[fitossanidade]]></category>
		<category><![CDATA[laranja]]></category>
		<category><![CDATA[podridão floral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores do INCT Citros utilizam informações genéticas de fungos para criar alternativas sustentáveis ao controle da podridão floral dos citros.</p>
<p>O post <a href="https://inct.iac.sp.gov.br/tecnologias-para-reduzir-o-uso-de-agrotoxicos-na-citricultura/">Tecnologias para reduzir o uso de agrotóxicos na citricultura</a> apareceu primeiro em <a href="https://inct.iac.sp.gov.br">INCT CITROS</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Pesquisadores do INCT Citros utilizam informações genéticas de fungos para reduzir o uso de agrotóxicos e criar alternativas sustentáveis ao controle da podridão floral dos citros.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do INCT Citros, pesquisadores estão explorando a genética de fungo responsável pela podridão floral dos citros, buscando desenvolver tecnologias que permitam a redução do uso de agrotóxicos nos pomares.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Impacto da Podridão Floral na Citricultura</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>podridão floral dos citros</strong> figura como uma das doenças fúngicas mais prejudiciais para a citricultura, sendo o <em>Colletotrichum abscissum</em> identificado como seu principal agente no Brasil. Essa doença recebe sua nomenclatura devido à ação do fungo nas flores, prejudicando a formação dos frutos e podendo levar a uma redução de até 85% na produção dos pomares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a principal abordagem para mitigar essas perdas é o uso de agrotóxicos, contudo, para uma agricultura mais sustentável, é fundamental buscar soluções que combinem diferentes tecnologias, reduzindo custos e aumentando a produtividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos projetos liderados pelo <a href="http://lattes.cnpq.br/5539282358122586">Dr. Marcos Antônio Machado</a> e <a href="http://lattes.cnpq.br/4705657343916206">Dr. Eduardo Henrique Goulin</a> visa buscar tecnologias complementares para o controle efetivo da podridão floral dos citros.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Explorando a genética do fungo <em>C. abscissum</em>.&nbsp;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para compreender melhor essa doença e desenvolver novas tecnologias, é crucial investigar a genética dos fungos envolvidos. No caso da podridão floral dos citros, o <em>C. abscissum </em>é a principal espécie encontrada nas plantas doentes no Brasil.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe - Marcos Antonio Machado" class="wp-image-6777" width="112" height="112" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 112px) 100vw, 112px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O C. abscissum é um dos fungos menos conhecidos entre os que causam a podridão floral. Decidimos, portanto, investigar sua genética e capacidade de infecção nas flores</em><em>” </em>Dr. Marcos Machado &#8211; Centro de Citricultura Sylvio Moreira (IAC).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para obter essas informações, os pesquisadores realizaram a extração, sequenciamento e montagem do código genético do fungo (genoma). Esse processo permitiu acesso aos <strong>genes</strong> do fungo, possibilitando o estudo de seu funcionamento.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color">LEIA TAMBÉM</mark></strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="https://inct.iac.sp.gov.br/greening-dos-citros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Greening dos citros: gene pode reduzir a transmissão da bactéria</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O código genético é um conjunto de dados formados pelas bases nitrogenadas presentes no DNA, e que formam o genoma. Todo o material genético (genoma) ou partes dele contém informações genéticas que podem ser passadas aos descendentes de um organismo. É a partir das informações genéticas que um ser vivo se desenvolve.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="567" height="401" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem1.png" alt="CÓDIGO GENÉTICO" class="wp-image-7289" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem1.png 567w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2024/04/Imagem1-300x212.png 300w" sizes="auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px" /></figure>
</div>


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Eduardo-H.-Goulin.jpg" alt="Pesquisadores do INCT Citros utilizam informações genéticas de fungos para reduzir o uso de agrotóxicos e criar alternativas sustentáveis ao controle da podridão floral dos citros." class="wp-image-6738" width="106" height="106" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Eduardo-H.-Goulin.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Eduardo-H.-Goulin-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 106px) 100vw, 106px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>“Fomos os primeiros a sequenciar o genoma do C. abscissum e identificamos cerca de 15.499 genes, sendo 640 deles associados ao processo de infecção&#8221;</em><em>, </em>Dr. Eduardo Goulin &#8211; Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a montagem do genoma revelou a presença de mecanismos genéticos essenciais para a produção de RNA interferente (RNAi).</p>



<h2 class="wp-block-heading">RNAi: Uma Nova Abordagem para o Controle da Doença</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro do código genético existe uma etapa muito importante: a tradução do DNA em uma nova molécula: o ácido ribonucleico (RNA). É a partir do RNA que será produzida a proteína.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O RNAi são moléculas de RNA que, em vez de codificarem proteínas, se conectam a outras moléculas de RNA, bloqueando sua capacidade de produzir proteínas. A identificação do mecanismo de RNA interferente no genoma do fungo abriu portas para o desenvolvimento de uma nova tecnologia de controle da podridão floral dos citros.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe - Marcos Antonio Machado" class="wp-image-6777" width="111" height="111" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 111px) 100vw, 111px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>“O RNAi é uma ferramenta biotecnológica que pode silenciar genes em um organismo, ou seja, podemos produzir moléculas de RNA que impeçam a produção de proteínas envolvidas no processo de infecção ou podemos explorar esse mecanismo para desativar genes essenciais no fungo, levando à sua morte”.</em><em> </em>Dr. Marcos Machado &#8211; Centro de Citricultura Sylvio Moreira (IAC).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="726" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/Voce-sabia-Porta-enxerto-1024x726.png" alt="RNA interferente - RNAi" class="wp-image-7260" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/Voce-sabia-Porta-enxerto-1024x726.png 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/Voce-sabia-Porta-enxerto-300x213.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/Voce-sabia-Porta-enxerto-768x545.png 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/Voce-sabia-Porta-enxerto-1536x1090.png 1536w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/Voce-sabia-Porta-enxerto.png 1748w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading">Testando uma nova tecnologia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em um experimento para verificar o funcionamento do RNAi no fungo, os pesquisadores realizaram modificações específicas (transformação genética) no genoma do <em>C. abscissum</em>. <strong>Foi inserido um gene para produção de uma proteína vermelha fluorescente, o Dsred</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, os pesquisadores desenvolveram uma sequência específica de RNA <strong>para “desligar” o gene Dsred</strong>, denominada dsRNA. Se o mecanismo de RNA interferente presente no genoma do fungo for funcional, o dsRNA poderá desligar o gene responsável pela produção da proteína fluorescente.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Eduardo-H.-Goulin.jpg" alt="Pesquisadores do INCT Citros utilizam informações genéticas de fungos para reduzir o uso de agrotóxicos e criar alternativas sustentáveis ao controle da podridão floral dos citros." class="wp-image-6738" width="109" height="109" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Eduardo-H.-Goulin.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Eduardo-H.-Goulin-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 109px) 100vw, 109px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>“Nossa abordagem foi inovadora. Primeiro, fizemos o fungo produzir uma proteína diferente, de fácil monitoramento, e, em seguida, usamos o RNAi para desativar essa produção. O processo foi bem-sucedido, demonstrando a eficácia desse mecanismo no C. abscissum”</em> Dr. Eduardo Goulin &#8211; Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Este trabalho marca apenas o início do desenvolvimento de uma nova tecnologia que pode ser combinada ao uso de fungicidas. Agora os pesquisadores sabem que é possível utilizar a tecnologia de RNAi para controle da podridão floral dos citros, mas ainda precisam estudar melhor o genoma do<em> C. abscissum</em> para entenderem qual o melhor gene a ser desligado.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Goulin, E. H., <em>et al</em>. Genome sequence resources of <em>Colletotrichum abscissum</em>, the causal agent of citrus post-bloom fruit drop, and the cosely related species <em>C. filicis</em>. Phytopathology, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Goulin, E. H., <em>et al</em>. RNAi-induced silencing of the succinate dehydrogenase subunits gene in Colletotrichum abscissum, the causal agent of postbloom fruit drop (PFD) in citrus. Microbiological research, 2022.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">Conteúdo desenvolvido por: <a href="https://www.instagram.com/descascandoaciencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Descascando a Ciência</a></p>
<p>O post <a href="https://inct.iac.sp.gov.br/tecnologias-para-reduzir-o-uso-de-agrotoxicos-na-citricultura/">Tecnologias para reduzir o uso de agrotóxicos na citricultura</a> apareceu primeiro em <a href="https://inct.iac.sp.gov.br">INCT CITROS</a>.</p>
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		<title>Tecnologia na agricultura é desenvolvida a partir de bactéria causadora de doença em citros</title>
		<link>https://inct.iac.sp.gov.br/tecnologia-na-agricultura-a-partir-de-bacteria-em-citros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[CITROSinct23]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Sep 2023 20:33:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[biotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[cancro cítrico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma nova geração de plantas transgênicas: a tecnologia na agricultura que funciona como um "cavalo de Troia" contra doenças em laranjeiras.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Uma nova geração de plantas transgênicas: a tecnologia na agricultura que funciona como um &#8220;cavalo de Troia&#8221; contra doenças em laranjeiras.</em><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa liderada pelo grupo da Dra. <a href="http://lattes.cnpq.br/9357251483717307">Alessandr</a><a href="http://lattes.cnpq.br/9357251483717307" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a Alves de Souza</a>, pesquisadora do <a href="https://ccsm.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Centro de Citricultura Sylvio Moreira</a>, e com participação do Dr. <a href="http://lattes.cnpq.br/7838951973921431" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Reinaldo Rodrigues de Souza Neto</a>, financiamento do <a href="http://inct.cnpq.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia</a> (INCT), traz inovação ao transformar um mecanismo de defesa bacteriana em uma tecnologia na agricultura. O trabalho envolve a criação de plantas transgênicas de laranja doce que escondem uma toxina bacteriana em seu genoma, proporcionando uma abordagem alternativa à utilização de agrotóxicos tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fica com a gente e vamos juntos entender como a pesquisa básica pode fornecer ferramentas para desenvolvimento de novas tecnologias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Bactérias produzem toxinas contra suas próprias células</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existe um mecanismo genético em bactérias chamado <strong>sistema toxina-antitoxina (TA)</strong>. O interesse dos pesquisadores nesse mecanismo é porque ele está envolvido em importantes processos celulares como por exemplo: crescimento, morte e até mesmo resistência a antibióticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São muitos os sistemas TA encontrados em bactérias, e cada um deles possui características específicas que contribuem para a adaptação e sobrevivência desses microrganismos em diferentes ambientes.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.43.35-edited.jpeg" alt="" class="wp-image-7181" width="92" height="92" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.43.35-edited.jpeg 1200w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.43.35-edited-300x300.jpeg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.43.35-edited-1024x1024.jpeg 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.43.35-edited-150x150.jpeg 150w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.43.35-edited-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 92px) 100vw, 92px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>Nos chamou a atenção o fato de duas bactérias causadoras de doenças em citros terem um genoma muito semelhantes, mas possuírem sistemas TA diferentes. Enquanto Xylella fastidiosa possui o sistema <strong>TA mqsRA</strong>, Xanthomonas citri <strong>não o possui</strong>. </em>Dra. Alessandra Alves de Souza – Centro de Citricultura Sylvio Moreira (IAC).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">O sistema mencionado pela Dra. Alessandra é composto por duas proteínas, a <strong>MqsR</strong> que, quando presente em concentrações elevadas, é tóxica para a bactéria e a <strong>MqsA</strong> que neutraliza a atividade tóxica. Quando a MqsA está presente em quantidades adequadas, a MqsR é mantida sob controle e não afeta negativamente a bactéria.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Você pode estar se perguntando: por que a bactéria produz algo que é tóxico para ela?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a bactéria está vivendo em condições normais a antitoxina MqsA é produzida e mantém a toxina MqsR sob controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, quando a bactéria se sente ameaçada, como quando é exposta a um antibiótico ou bactericida, ela diminui a produção de MqsA. Isso faz com que a toxina MqsR comece a agir, inibindo alguns processos celulares. Isso pode parecer estranho, mas, na verdade, é uma estratégia de sobrevivência inteligente da bactéria. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A paralisação temporária do crescimento bacteriano permite que a bactéria sobreviva até que as condições do ambiente se tornem favoráveis novamente. É como se a bactéria entrasse em um modo de hibernação até que o perigo tenha passado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.46.50-edited.jpeg" alt="" class="wp-image-7183" width="87" height="87" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.46.50-edited.jpeg 1200w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.46.50-edited-300x300.jpeg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.46.50-edited-1024x1024.jpeg 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.46.50-edited-150x150.jpeg 150w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.46.50-edited-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 87px) 100vw, 87px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>Esse comportamento é chamado de “persistência”. Pesquisas do nosso grupo já demonstraram que o sistema TA mqsRA está envolvido no processo de tolerância da bactéria X. fastidiosa contra bactericidas a base de cobre &#8211; muito utilizado na citricultura. </em>Dr. Reinaldo R. de Souza Neto – Centro de Citricultura Sylvio Moreira (IAC).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Compreendendo esse mecanismo os cientistas viram uma oportunidade: utilizar a toxina MqsR como um inibidor de crescimento contra <em>X. citri </em>e possivelmente outras bactérias que não possuíssem a antitoxina.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.43.35-edited.jpeg" alt="" class="wp-image-7181" width="92" height="92" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.43.35-edited.jpeg 1200w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.43.35-edited-300x300.jpeg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.43.35-edited-1024x1024.jpeg 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.43.35-edited-150x150.jpeg 150w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.43.35-edited-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 92px) 100vw, 92px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>Num primeiro momento precisávamos confirmar nossa hipótese de que a toxina MqsR teria o efeito esperado no controle de X. citri. Para isso, avaliamos em laboratório o efeito da toxina pura contra a bactéria.</em> <em>Os resultados mostraram que mesmo concentrações baixas da proteína eram eficientes em reduzir o crescimento da bactéria e isso acontecia em poucas horas. </em>Dra. Alessandra Alves de Souza – Centro de Citricultura Sylvio Moreira (IAC).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos experimentos foram conduzidos para validar o funcionamento da toxina e antitoxina nas bactérias. Com um conhecimento completo desse mecanismo, os pesquisadores avançaram para o desenvolvimento da nova tecnologia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ataque de cavalo de troia: uma nova tecnologia na agricultura</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Certamente você já ouviu a expressão cavalo de troia, frequentemente usada para se referir a algo que parece benéfico por fora, mas, que na realidade esconde algo. A tecnologia agrícola desenvolvida pelo grupo de pesquisa da Dra. Alessandra tem suas semelhanças com um cavalo de troia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores conseguiram criar uma planta transgênica de laranja doce (<em>Citrus sinensis</em>) que contém, em seu genoma, a sequência genética (gene) responsável pela produção da toxina MqsR.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1748" height="1240" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/Experimento-plantas-Bt.png" alt="" class="wp-image-7176" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/Experimento-plantas-Bt.png 1748w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/Experimento-plantas-Bt-300x213.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/Experimento-plantas-Bt-1024x726.png 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/Experimento-plantas-Bt-768x545.png 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/Experimento-plantas-Bt-1536x1090.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 1748px) 100vw, 1748px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos simples, esta planta transgênica é praticamente idêntica a qualquer outra laranja doce, exceto por um pequeno fragmento de DNA que faz com que ela produza a toxina naturalmente.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>Leia também</strong></mark></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="https://inct.iac.sp.gov.br/laranja-transgenica-contra-a-pior-doenca-dos-citros/"><strong>Primeira laranja transgênica Bt é brasileira</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é notável é que a bactéria <em>X. citri</em> pode infectar essa planta transgênica, mas não consegue se desenvolver nela, evitando assim a ocorrência da doença.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.46.50-edited.jpeg" alt="" class="wp-image-7183" width="87" height="87" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.46.50-edited.jpeg 1200w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.46.50-edited-300x300.jpeg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.46.50-edited-1024x1024.jpeg 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.46.50-edited-150x150.jpeg 150w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-28-at-14.46.50-edited-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 87px) 100vw, 87px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>Essa abordagem, que utiliza o sistema TA em plantas transgênicas, representa uma estratégia inovadora e uma alternativa ao desenvolvimento de agrotóxicos tradicionais. Podemos considerar a tecnologia apresentada neste artigo como um protótipo do que poderia se tornar uma nova geração de plantas transgênicas. </em>Dr. Reinaldo R. de Souza Neto – Centro de Citricultura Sylvio Moreira (IAC).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Souza-Neto, R. R. <em>et al</em>.MqsR toxin as a biotechnological tool for plant pathogen bacterial control. Nature Scientific Reports, 2022.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">Conteúdo desenvolvido por: <a href="https://www.instagram.com/descascandoaciencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Descascando a Ciência</a></p>
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		<title>Vírus da leprose dos citros: doença ou defesa da planta?</title>
		<link>https://inct.iac.sp.gov.br/virus-da-leprose-dos-citros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[CITROSinct23]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2023 17:16:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudar a interação entre planta e vírus na leprose dos citros gerou descobertas que revelam mecanismos de defesa e caminhos para o controle da doença. Saiba mais!</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Explorando a interação planta-vírus na leprose dos citros: descobertas que revelam mecanismos de defesa e caminhos para o controle.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores do <a href="https://ccsm.br/">Centro de Citricultura Sylvio Moreira</a>, <a href="https://www.embrapa.br/mandioca-e-fruticultura" target="_blank" rel="noopener" title="">Embrapa Mandioca e Fruticultura</a> e <a href="http://www.biologico.sp.gov.br/" title="">Instituto Biológico</a> realizaram uma importante descoberta relacionada à principal doença causada por vírus que afeta os citros, causada por vírus. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho foi desenvolvido pela Dra. <a href="http://lattes.cnpq.br/6335262869577337">Gabriella Dias Arena</a> e contou com a colaboração do Dr. <a href="http://lattes.cnpq.br/3642147855980000" title="">Pedro Luis Ramos-González</a>. Como líderes do projeto estavam o  Dr. <a href="http://lattes.cnpq.br/5539282358122586">Marcos Antônio Machado</a> e a Dra<a href="http://lattes.cnpq.br/6216261423282706" title="">. Juliana Freitas-Astua</a>. A pesquisa, também vinculada ao <a href="http://inct.cnpq.br/">Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia</a> (INCT) de Citros, identificou que o desenvolvimento da doença denominada a leprose dos citros está relacionado a interação de uma proteína específica (P61) do vírus da leprose (CiLV-C) com o sistema de defesa da planta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Porque o vírus da leprose dos citros não é encontrado em todas as células da planta? Isto é, porque ele não é sistêmico como outros vírus?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esse era o questionamento que intrigava os pesquisadores a respeito do <strong>CiLV-C</strong>, também conhecido como <strong>vírus da leprose dos citros</strong>. Normalmente, quando um vírus infecta um organismo vivo, é comum que ele se dissemine por todas as células.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, no caso do CiLV-C, ao infectar uma planta, ele fica restrito à região onde ocorreu o primeiro contato. Ele não se espalha por toda a planta. Por essa razão, ele depende de uma &#8220;ajuda&#8221; externa. Essa “ajuda” é proporcionada pelo ácaro vetor desse vírus (<em>Brevipalpus yothersi</em>).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1748" height="1240" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/5.png" alt="" class="wp-image-7124" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/5.png 1748w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/5-300x213.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/5-1024x726.png 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/5-768x545.png 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/5-1536x1090.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 1748px) 100vw, 1748px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe - Marcos Antonio Machado" class="wp-image-6777" width="84" height="84" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 84px) 100vw, 84px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>“Assim como o Aedes aegypti carrega o vírus da dengue, o ácaro Brevipalpus yothersi transmite o vírus da leprose dos citros. Esses são chamados de vetores assintomáticos, uma vez que os vírus não prejudicam esses organismos, mas prejudicam o hospedeiro final.&#8221;</em> Dr. Marcos Antonio Machado</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto que merece atenção é o fato de que na região infectada da planta, ocorre a morte do tecido infectado. Esse tipo de resposta resulta no surgimento de lesões ou manchas nos frutos e em qualquer parte da planta que tenha tido contato com o vírus. São lesões escuras, resultado da resposta da planta à infecção.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited.jpg" alt="" class="wp-image-7130" width="81" height="81" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited.jpg 1533w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-300x300.jpg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-1024x1024.jpg 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-150x150.jpg 150w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 81px) 100vw, 81px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“<em>Nessa situação, a morte celular do tecido vegetal pode ser causada por dois processos:</em> <em>por proteínas secretadas pelo</em> <em>vírus (ataque do vírus); ou também pelo aumento na produção de espécies reativas de oxigênio pela planta (defesa da planta).”</em>  Dra. Gabriella Dias Arena </p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading">Impacto da doença na vida dos citricultores e consumidores é significativo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Frutos repletos de lesões perdem valor no mercado, mesmo que o vírus não tenha grandes efeitos no desenvolvimento do fruto. Dificilmente os consumidores se interessariam por frutos com aparência depreciada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O controle da leprose dos citros acarreta custos elevados. Não existe cura para doença, nem possibilidade de controle químico do vírus. Assim, a estratégia é reduzir a transmissão do vírus pelo ácaro. Desse modo, aproximadamente 50 milhões de dólares são gastos anualmente com acaricidas para minimizar os danos causados por esse vírus. A maior parcela desse montante é destinada à compra e aplicação de agrotóxicos, visando reduzir a população de ácaros nos pomares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, ainda não existe uma tecnologia capaz de impedir a infecção das plantas pelo vírus ou de prevenir a formação de lesões nos frutos. Por essa razão, a melhor estratégia para reduzir o impacto da doença é controlar a população de ácaros. Sem esse vetor, a doença fica restrita a pontos isolados nos pomares.&#8221;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe - Marcos Antonio Machado" class="wp-image-6777" width="81" height="81" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 81px) 100vw, 81px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Nosso objetivo com esta pesquisa foi compreender o comportamento do vírus na planta, visando abrir caminhos para o desenvolvimento de novas tecnologias de controle da doença, com especial enfoque na infecção viral.&#8221;</em> Dr. Marcos Antonio Machado</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Conheça o experimento que permitiu o entendimento da interação entre planta e vírus.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na ciência agrícola é comum a utilização do que chamamos de <strong>plantas modelos </strong>– espécies vegetais de ciclo curto, fáceis de cultivar, têm seus genomas relativamente pequenos e sequenciados, e assim facilitam a compreensão de genes individuais e processos biológicos em uma planta. Duas das mais conhecidas são <em>Arabidopsis thaliana</em> e <em>Nicotiana benthamiana</em>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-1024x1024.jpg" alt="Gabriella Dias Arena - leprose dos citros" class="wp-image-7130" width="75" height="75" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-1024x1024.jpg 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-300x300.jpg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-150x150.jpg 150w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-768x768.jpg 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited.jpg 1533w" sizes="auto, (max-width: 75px) 100vw, 75px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>“As plantas modelo também se destacam pelo seu ciclo de vida curto. Ao plantar uma semente, é possível acompanhar o desenvolvimento até a formação de flores em questão de semanas, o que permite a repetição de experimentos várias vezes em um único ano. Isso contrasta com as plantas cítricas, onde esse processo é muito mais demorado.”</em> Dra. Gabriella Dias Arena</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Por esse motivo, é comum que pesquisas voltadas para a compreensão de mecanismos genéticos de resistência a doenças, pragas e fatores climáticos utilizem, em um primeiro momento, plantas modelo. Posteriormente, os mesmos resultados são validados em plantas de interesse, como os citros.&#8221;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color">Leia também</mark></strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2018/02/23/as-plantas-top-models/">As plantas top models</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Plantas modelos foram utilizadas no entendimento da leprose dos citros</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A planta modelo <em>A. thaliana</em>, quando infectada pelo vírus CiLV-C, apresenta sintomas semelhantes aos observados em plantas de citros, o que a torna uma excelente opção para estudos sobre essa doença.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1748" height="1240" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/6.png" alt="" class="wp-image-7127" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/6.png 1748w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/6-300x213.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/6-1024x726.png 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/6-768x545.png 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/6-1536x1090.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 1748px) 100vw, 1748px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores buscaram identificar quais genes da planta eram “ligados” e “desligados” quando infectadas pelo vírus. Para isso, conduziram experimentos onde dividiram as plantas em dois grupos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Plantas do grupo A tiveram contato com ácaros infectados pelo vírus CiLV-C</li>



<li>Plantas do grupo B tiveram contato somente com ácaros, mas sem o vírus CiLV-C</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Folhas dessas plantas eram coletadas em diferentes tempos: 0 horas, 6 horas, 2 dias e 6 dias após o contato com o ácaro. <strong>Aplicou-se então a técnica de sequenciamento do RNA (RNA-seq)</strong>. Diferentemente do sequenciamento do DNA, que permite identificar todos os genes presentes em um organismo (genoma), o sequenciamento do RNA permite observar quais genes estão ativos e inativos (transcriptoma) – ou seja, revela quais genes são importantes para o organismo naquele processo da interação da planta, seja com o ácaro seja com o ácaro e o vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O RNA-seq é uma técnica relativamente custosa e que requer uma série de análises bioinformáticas. Portanto, seu uso deve ser minuciosamente planejado. Foram avaliados outros intervalos de tempo, incluindo até 10 dias após o contato entre os ácaros e as plantas. No entanto, os dados já indicavam que a principal interação entre a planta e o vírus ocorria logo no início desse contato.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>Leia também</strong></mark></p>
</blockquote>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2018/06/28/por-que-os-genes-ligam-e-desligam/">Por que os genes ligam e desligam?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Os sintomas da leprose dos citros são uma defesa da planta contra o vírus</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do RNA-seq mostraram que, quando em contato com o vírus, a planta começa a reprogramar (desligar e ligar) cerca de 3 700 genes. Foi visto que esses genes estão relacionados a uma resposta de “defesa” e “alerta”. Em outras palavras, a planta entra em ação, ativando mecanismos químicos para isolar a região que foi infectada pelo vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores identificaram que uma série de mecanismos de defesa sendo ativados, entre eles a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS), além de vários genes marcadores de uma resposta de hipersensibilidade. Essa resposta resulta na &#8216;morte&#8217; das células, na região infectada pelo vírus, isolando-a e impedindo que o vírus se dissemine por toda a planta.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe - Marcos Antonio Machado" class="wp-image-6777" width="86" height="86" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 86px) 100vw, 86px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>“É um tipo de resposta bastante interessante. Normalmente, associamos a presença de lesões a compostos químicos produzidos por invasores como microrganismos, insetos e animais. No entanto, neste caso, observamos a própria planta produzindo compostos químicos que eliminam suas próprias células para evitar a disseminação do vírus.&#8221;</em> Dr. Marcos Antonio Machado</p>
</blockquote>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color">Leia também</mark></strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2018/09/07/suicidio-celular-planta/">Suicídio celular das plantas</a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Mas como a planta detecta a infecção pelo vírus da leprose?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para responder a essa pergunta, os pesquisadores optaram por avaliar individualmente as proteínas que compõem o vírus CiLV-C em outra planta modelo, a <em>N. benthamiana.</em></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe - Marcos Antonio Machado" class="wp-image-6777" width="80" height="80" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 80px) 100vw, 80px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>“Existem muitas metodologias já padronizadas que utilizam a N. benthamiana para estudo da produção de espécies reativas de oxigênio. Nosso objetivo era avaliar se alguma das proteínas do vírus faziam com que a planta produzisse essa resposta.”</em> Dr. Marcos Antonio Machado</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, os pesquisadores descobriram que a proteína P61 era a responsável por desencadear a produção de espécies reativas de oxigênio na planta. As espécies reativas de oxigênio, como O<sub>&#8211;</sub> e H<sub>2</sub>O<sub>2</sub>, são tóxicas às células, levando-as à morte. Com isso há o desenvolvimento da lesão e o isolamento do vírus.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1748" height="1240" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/7.png" alt="" class="wp-image-7128" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/7.png 1748w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/7-300x213.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/7-1024x726.png 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/7-768x545.png 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/7-1536x1090.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 1748px) 100vw, 1748px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-1024x1024.jpg" alt="Gabriella Dias Arena - leprose dos citros" class="wp-image-7130" width="74" height="74" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-1024x1024.jpg 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-300x300.jpg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-150x150.jpg 150w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-768x768.jpg 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited.jpg 1533w" sizes="auto, (max-width: 74px) 100vw, 74px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“<em>Esses resultados nos levam a crer que a leprose dos citros é resultado de uma interação incompatível entre a planta e vírus</em>. <em>A planta já possui em seu “sistema imunológico” mecanismos para identificar a presença da proteína P61 do vírus e, assim, ativar seu sistema de defesa, evitando a proliferação do vírus nas células vegetais</em>”.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa realizada pelo grupo do Dr. Marcos Machado e pelas Dra. Juliana Freitas-Astúa e Dra. Gabriella Dias Arena deu passos significativos no esclarecimento dessa importante doença, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos produtos agrícolas para controlar o vírus da leprose dos citros. Um exemplo é a utilização de RNA interferente, uma tecnologia moderna que pode contribuir para a sustentabilidade da produção de citros.&#8221;</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color">Leia também</mark></strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2016/10/02/silenciamento-genico-uma-nova-arma/">Silenciamento gênico: uma nova arma contra insetos</a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Referência</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Arena, G. D., <em>et al.</em> Plant Immune System Activation Upon Citrus Leprosis Virus C Infection Is Mimicked by the Ectopic Expression of the P61 Viral Protein. Front. Plant Sci. 2020, doi: <a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpls.2020.01188/full">10.3389/fpls.2020.01188</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">Conteúdo desenvolvido por: <a href="https://www.instagram.com/descascandoaciencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Descascando a Ciência</a></p>
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