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	<title>Arquivo de porta enxerto - INCT CITROS</title>
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	<description>Plataformas de genômica comparativa, funcional e melhoramento assistido de citros</description>
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	<title>Arquivo de porta enxerto - INCT CITROS</title>
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		<title>Ameaça das laranjas: greening tem ocasionado aumento no preço do suco e das frutas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[INC CITROS]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2023 12:41:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[laranja]]></category>
		<category><![CDATA[melhoramento genético]]></category>
		<category><![CDATA[porta enxerto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como pesquisadores estão trabalhando para combater o greening? Doença que tem ameaçado a produção de laranja no Brasil e no mundo.</p>
<p>O post <a href="https://inct.iac.sp.gov.br/ameaca-das-laranjas-greening/">Ameaça das laranjas: greening tem ocasionado aumento no preço do suco e das frutas</a> apareceu primeiro em <a href="https://inct.iac.sp.gov.br">INCT CITROS</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Como pesquisadores estão trabalhando para combater o greening? Doença que tem ameaçado a produção de laranja no Brasil e no mundo</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo semestre de 2023 tem sido desafiador para os entusiastas de uma laranja fresca após o almoço. Os consumidores estão sentindo no bolso o estrago que o greening tem feito nos pomares. Acontece que a alta nos preços está diretamente ligada a escassez da fruta no mercado que está diretamente ligado a dispersão de uma bactéria (<em>Candidatus </em>Liberibacter) pelas plantas de laranja.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma <a href="https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2023/09/19/laranja-e-sucos-de-frutas-mais-caros-entenda-o-que-tem-elevado-os-precos.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">matéria publicada no G1</a> neste mês (outubro de 2023) alerta que o estoque de suco de laranja enfrenta o pior volume no Brasil e atinge o mais baixo da série histórica feita pela <a href="https://citrusbr.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos</a> (CitrusBR), iniciada em junho de 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O greening, também conhecido como HLB, já causou estragos significativos nos pomares dos Estados Unidos e está ganhando força no Brasil e em outras partes do mundo. Para enfrentar esse desafio, a Dra. <a href="http://lattes.cnpq.br/7829946393687571" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mariângela Cristofani-Yaly</a> &nbsp;lidera um grupo de pesquisa que busca explorar a genética das plantas cítricas em busca de mecanismos de defesa que possam impedir a bactéria de causar doenças nas laranjas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1748" height="1240" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/3.png" alt="O que é greening - explicação sobre a doença" class="wp-image-7204" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/3.png 1748w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/3-300x213.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/3-1024x726.png 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/3-768x545.png 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/3-1536x1090.png 1536w" sizes="(max-width: 1748px) 100vw, 1748px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma possível resistência ao greening</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das estratégias fundamentais no combate a doenças em plantas é identificar <strong>características de tolerância ou resistência</strong> em organismos vivos e depois replicá-las. &nbsp;Esse é o primeiro passo em direção ao desenvolvimento de uma <strong>nova variedade de laranja resistente ao greening</strong> &#8211; uma tecnologia que tem o potencial de revitalizar a produção de laranjas e seus derivados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa característica foi descoberta <strong>em trifoliata</strong> <em>(Poncirus trifoliata), </em>uma espécie com frutos não muito agradáveis para consumo, mas amplamente utilizada como porta-enxerto. O<strong> trifoliata não exibe os sintomas típicos do greening, e a bactéria tem dificuldade em se proliferar nele.</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>Saiba mais sobre porta-enxerto em:</strong></mark></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="https://inct.iac.sp.gov.br/limao-tahiti-nordeste/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Limão Tahiti: pesquisa promete impulsionar a produção no Nordeste brasileiro</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Mariangela-Cristofani-Yaly.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe Mariangela Cristofani-Yaly - greening" class="wp-image-6743" width="79" height="79" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Mariangela-Cristofani-Yaly.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Mariangela-Cristofani-Yaly-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 79px) 100vw, 79px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>Sempre que uma nova doença emerge, procuramos no banco ativo de germoplasma plantas que possam resistir a essa doença. Foi dessa maneira que identificamos a resposta diferenciada de trifoliata para infecção da bactéria C.</em> <em>Liberibacter. </em>Dra. Mariângela Cristofani-Yaly &#8211; Centro de Citricultura Sylvio Moreira (IAC).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="726" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Voce-sabia-Porta-enxerto-1024x726.png" alt="" class="wp-image-7214" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Voce-sabia-Porta-enxerto-1024x726.png 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Voce-sabia-Porta-enxerto-300x213.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Voce-sabia-Porta-enxerto-768x545.png 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Voce-sabia-Porta-enxerto-1536x1090.png 1536w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Voce-sabia-Porta-enxerto.png 1748w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading">Pesquisadores estão no caminho para solução do greening</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que a característica de interesse é encontrada, os pesquisadores buscam compreender a origem dessa resistência – como ela funciona? Uma vez entendido, começam a elaborar estratégias para o desenvolvimento de tecnologias para proteção das plantas e/ou produção de frutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resumidamente podemos destacar 3 etapas:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1">
<li>Pesquisa pela fonte de resistência/tolerância</li>



<li>Pesquisa para compreensão do mecanismo de resistência/tolerância</li>



<li>Pesquisa para desenvolvimento de uma nova tecnologia agrícola</li>
</ol>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Mariangela-Cristofani-Yaly.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe Mariangela Cristofani-Yaly - greening" class="wp-image-6743" width="79" height="79" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Mariangela-Cristofani-Yaly.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Mariangela-Cristofani-Yaly-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 79px) 100vw, 79px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>Para segunda etapa, optamos como estratégia de pesquisa avaliar <strong>híbridos de trifoliata com tangerina Sunki</strong> (Citrus sunki) – <u>espécie que é susceptível à doença</u>. No BAG existem muitas plantas que são “filhos” do cruzamento dessas duas espécies (P. trifoliata X C. sunki), nosso objetivo era encontrar diferentes níveis de tolerância ao greening e com isso compreender a interação entre planta e bactéria que resultam na doença.</em>  &#8211; Dra. Mariângela Cristofani-Yaly &#8211; Centro de Citricultura Sylvio Moreira (IAC).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados foram promissores. Entre mais de 100 plantas filhas de <em>P. trifoliata X C. sunki</em> que estão no BAG, os pesquisadores encontraram diferença de resposta à infecção pela <em>C. </em>Liberibacter – quantidade de bactéria na planta e aumento na produção de amido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, os híbridos foram separados em 3 grupos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Susceptíveis: Presença de bactéria com aumento nos níveis de amido e calose</li>



<li>Tolerantes: Presença de bactéria sem alteração significativa nos níveis de amido e calose</li>



<li>Resistentes: Ausência da bactéria e sem alteração significativa nos níveis de amido e calose.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Resistência ao greening está relacionado em como a planta responde à infecção pela bactéria</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com a separação em três grupos de plantas, os pesquisadores conseguem analisar as sequências genéticas dessas plantas – <em>genoma e genes</em>. Para isso, foi utilizado uma estratégia bastante interessante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que estavam trabalhando com um número grande de híbridos entre planta resistente e susceptível, os pesquisadores quiseram investigar como ocorreu a transferência de genes dos pais para os filhos e como alguns genes “funcionavam” nos filhos (quais estavam sendo mais ou menos ligados e desligados) – chamamos isso de <strong>expressão gênica associada ao mapa genético</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Mariangela-Cristofani-Yaly.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe Mariangela Cristofani-Yaly - greening" class="wp-image-6743" width="79" height="79" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Mariangela-Cristofani-Yaly.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/11/INCT-CITROS-Equipe-Mariangela-Cristofani-Yaly-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 79px) 100vw, 79px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>Queríamos descobrir se a resistência encontrada em trifoliata e alguns de seus filhos era devido a um ou mais genes. Como esses genes eram passados de pais para filhos (a frequência) e qual seria a posição deles no genoma da planta (se estavam em um ou mais cromossomos).</em> <em>Com isso podemos isolar os genes relacionados à maior tolerância para utilizar em trabalhos de transformação genética ou edição genética.</em> &#8211; Dra. Mariângela Cristofani-Yaly &#8211; Centro de Citricultura Sylvio Moreira (IAC).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1748" height="1240" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/5.png" alt="explicação sobre a defesa da planta contra o greening" class="wp-image-7206" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/5.png 1748w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/5-300x213.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/5-1024x726.png 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/5-768x545.png 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/5-1536x1090.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 1748px) 100vw, 1748px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma das soluções para o greening pode estar na calose</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Após a construção e análise da expressão gênica associada ao mapa genético. Os pesquisadores conseguiram identificar que a família de genes envolvida na produção de calose, era de fato alterada nas plantas infectadas pela bactéria causadora do greening. E o mais interessante: <strong>As plantas resistentes apresentaram uma regulação negativa (desligavam os genes da calose) e as plantas susceptíveis tinham uma regulação positiva para os genes da calose (estavam ligando e aumentando a produção).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não é só isso, o grupo de pesquisa da Dra. Mariângela também encontrou outras regiões, no mapa genético, associadas à tolerância ao greening, revelando que a característica de resistência, vista em trifoliata, envolve muitos genes. No entanto, existe uma alta herdabilidade desses genes (“facilidade” em serem passados para os filhos) o que indica que a seleção para resistência, pelo cruzamento entre plantas, pode ser realizada com sucesso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Resultados que abrem portas para o desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Todo o trabalho da Dra. Mariângela e colaboradores para a caracterização de híbridos resistentes ao greening, a identificação de genes envolvidos na resistência, o posicionamento desses genes no genoma e a taxa de herdabilidade (chances de serem passados aos filhos) são informações importantes para <strong>o desenvolvimento de novas variedades de laranjas, tangerinas e mexericas resistentes ou tolerantes a <em>C. </em>Liberibacter</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento de novas tecnologias no campo da citricultura está em pleno andamento, abrangendo uma variedade de estratégias que vão desde o melhoramento genético convencional até o emprego de avanços em biotecnologia. Uma série de esforços significativos está em andamento para acelerar a implementação dessas inovações, com o INCT Citros se destacando como um dos principais projetos de pesquisa dedicados a oferecer soluções promissoras nessa área.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong><u>Referências</u></strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Curtolo, M., <em>et at.</em> Expression Quantitative Trait Loci (eQTL) mapping for callose synthases in intergeneric hybrids of Citrus challenged with the bacteria <em>Candidatus</em> Liberibacter asiaticus. Genetics and Molecular Biology, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Soratto, T. A. T., <em>et al</em>. QTL and eQTL mapping associated with host response to Candidatus <em>Liberibacter</em> asiaticus in citrandarins. Tropical Plant Pathology, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Boava L.P., <em>et al</em>. Physiologic, anatomic, and gene expression changes in Citrus sunki, Poncirus trifoliata, and Their Hybrids After ‘<em>Candidatus</em> Liberibacter asiaticus’ Infection. Phytopathology, 2017.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">Conteúdo desenvolvido por: <a href="https://www.instagram.com/descascandoaciencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Descascando a Ciência</a></p>
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		<title>Limão Tahiti: pesquisa promete impulsionar a produção no Nordeste brasileiro</title>
		<link>https://inct.iac.sp.gov.br/limao-tahiti-nordeste/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[CITROSinct23]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Aug 2023 16:54:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[fisiologia vegetal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça a pesquisa que promete inovar a produção de limão Tahiti no Nordeste brasileiro.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Conheça a pesquisa que promete inovar a produção de limão Tahiti no Nordeste brasileiro.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a promessa de impulsionar a produção de <strong>lima ácida ‘Tahiti’ &#8211;</strong> mais conhecida como “limão Tahiti” na região Nordeste, a pesquisa conduzida pelo <a href="http://lattes.cnpq.br/7748064810111389">Dr. Walter dos Santos Soares Filho</a> (<a href="https://www.embrapa.br/mandioca-e-fruticultura/apresentacao">Embrapa Mandioca e Fruticultura</a>) e sua equipe, com destaque para o<a href="http://lattes.cnpq.br/8351301033142826" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Dr. Marcos Eric Barbosa Brito</a> (Universidade Federal de Sergipe), sob financiamento da Embrapa e do <a href="http://inct.cnpq.br/">Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia</a> (INCT), traz perspectivas animadoras para a citricultura nordestina.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A problemática da produção de limão Tahiti na Região Nordeste</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A produtividade de plantas de limão do Nordeste brasileiro é bastante inferior àquelas encontradas nos pomares da região Sudeste &#8211; uma média de 12 toneladas contra 30 toneladas segundo o IBGE (2021). Essa disparidade revela o enorme potencial de aumento na produção de limões se condições mais favoráveis de manejo e novas tecnologias sejam estabelecidas nos pomares nordestinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a implementação de sistemas de irrigação em pomares nordestinos vem melhorando a produtividade das plantas. No entanto, ainda existe um outro fator a ser superado, a alta concentração, em algumas áreas, de sais nas águas e no solo dessa região &#8211; plantas cítricas são sensíveis à salinidade e, por isso, apresentam dificuldades em absorver água, o que leva ao estresse hídrico e afeta o crescimento e a produção das plantas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para superar esse desafio e melhorar a produção de limões no Nordeste, o grupo de pesquisa do Dr. Walter Soares buscou avaliar o desempenho de diferentes porta-enxertos, já conhecidos e novos desenvolvidos pelo Programa de Melhoramento Genético de Citros da Embrapa Mandioca e Fruticultura.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1.jpeg" alt="" class="wp-image-7158" width="82" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1.jpeg 765w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1-300x300.jpeg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1-150x150.jpeg 150w" sizes="(max-width: 765px) 100vw, 765px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>“A escolha de um porta-enxerto adequado para condições de salinidade do solo e da água tem o objetivo de garantir um bom desenvolvimento da planta, mesmo em ambientes salinos. Chamamos essa característica de tolerância à salinidade.”</em><strong> Dr. Walter Soares &#8211; Embrapa Mandioca e Fruticultura.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1748" height="1240" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Voce-sabia-Porta-enxerto.png" alt="definição de porta enxerto - texto limão Tahiti" class="wp-image-7155" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Voce-sabia-Porta-enxerto.png 1748w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Voce-sabia-Porta-enxerto-300x213.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Voce-sabia-Porta-enxerto-1024x726.png 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Voce-sabia-Porta-enxerto-768x545.png 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Voce-sabia-Porta-enxerto-1536x1090.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 1748px) 100vw, 1748px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading">Descobrindo o melhor porta-enxerto para produção de limões no Nordeste</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existem poucos estudos sobre a combinação de copa/porta-enxerto com tolerância à salinidade para a citricultura brasileira. Com isso, os pesquisadores buscaram avaliar 13 porta-enxertos sob efeito de três níveis de água salina.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1.jpeg" alt="" class="wp-image-7158" width="82" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1.jpeg 765w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1-300x300.jpeg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1-150x150.jpeg 150w" sizes="(max-width: 765px) 100vw, 765px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>“A pesquisa teve duração de dois anos e, além de avaliarmos a produtividade das plantas, também analisamos diversos aspectos fisiológicos, como crescimento, fotossíntese e transpiração, entre outros. Além disso, examinamos o acúmulo de sais no solo, resultado da irrigação com água salina.” </em><strong> Dr. Walter Soares &#8211; Embrapa Mandioca e Fruticultura.</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi conduzido em uma área experimental da Universidade Federal de Sergipe, localizada em Nossa Senhora da Glória. Foram estabelecidos grupos distintos, ou &#8220;blocos&#8221;, compostos por combinações de copa de limão Tahiti com 13 porta-enxertos. Cada um desses blocos foi submetido a diferentes fontes de irrigação, variando em concentração salina &#8211; desde baixa salinidade até níveis intermediários e elevados de sal.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color">Saiba mais</mark></strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a href="https://inct.iac.sp.gov.br/novas-variedades-de-citros-ganham-espaco-nos-pomares-paulistas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Novas variedades de citros ganham espaço nos pomares paulistas</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, os pesquisadores conseguiram confirmar que o aumento na concentração de sais tem efeitos adversos nas plantas, principalmente na redução do número e tamanho dos frutos. Dentre os 13 porta-enxertos avaliados, três proporcionaram uma maior estabilidade na produção, mesmo em condições de aumento da salinidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados obtidos ressaltam que, mesmo em situações de salinidade intermediária, os porta-enxertos citrandarin &#8216;Riverside&#8217;, tangerineira &#8216;Sunki Tropical&#8217; e o híbrido trifoliado HTR-069 (citrangor) têm potencial de garantir uma produção satisfatória e estável da lima ácida Tahiti ao longo do tempo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1.jpeg" alt="Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti" class="wp-image-7158" width="75" height="75" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1.jpeg 765w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1-300x300.jpeg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 75px) 100vw, 75px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><em>“Também mostramos em nosso trabalho que</em> <em>O efeito da salinidade nas plantas cítricas foi osmótico, reduzindo sua fotossíntese líquida e transpiração. Além disso, identificamos que a salinidade também afeta a concentração de nutrientes do solo.”</em><strong>  Dr. Walter Soares &#8211; Embrapa Mandioca e Fruticultura.</strong></p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Resiliência na Citricultura Nordestina</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em um cenário de crescente desafio climático e pressões ambientais, a pesquisa desempenha um papel fundamental em encontrar soluções viáveis para a produção agrícola sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo realizado em área experimental da Universidade Federal de Sergipe &#8211; Campus de Nossa Senhora da Glória, não apenas lança luz sobre a complexa interação entre os porta-enxertos e a salinidade, mas também oferece orientações valiosas para os produtores que enfrentam as adversidades do cultivo dos citros em regiões de salinidade elevada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao identificar variedades de porta-enxertos que mantêm a produtividade e a qualidade das frutas em meio a desafios salinos, a pesquisa proporciona um caminho promissor para aumentar a resiliência da citricultura na região Nordeste do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho conduzido pela equipe do Dr. Walter Soares não apenas destaca a importância da escolha cuidadosa dos porta-enxertos, mas também aponta para a necessidade de abraçar abordagens adaptativas e sustentáveis na agricultura.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1.jpeg" alt="Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti" class="wp-image-7158" width="73" height="73" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1.jpeg 765w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1-300x300.jpeg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Dr.-Walter-Soares-limao-Tahiti-edited-1-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 73px) 100vw, 73px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">“<em>Agora queremos expandir a pesquisa no Semiárido brasileiro. Juntamente ao Instituto Federal Baiano e diversos outros parceiros, estamos planejando novos experimentos envolvendo mais de 20 porta-enxertos sob a copa de Tahiti e da laranjeira Pêra.</em>” <strong>Dr. Walter Soares &#8211; Embrapa Mandioca e Fruticultura.</strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Essa pesquisa, além de fornecer informações vitais para os produtores, também contribui para o desenvolvimento de estratégias inovadoras que podem moldar positivamente o futuro da citricultura, permitindo que as gerações vindouras colham os benefícios de um cultivo mais resiliente, produtivo e harmonioso com o meio ambiente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Referência</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Martins, G. O., <em>et al.</em> Salt Tolerance Indicators in ‘Tahiti’ Acid Lime Grafted on 13 Rootstocks. Agriculture 2022, 12, 1673. <a href="https://doi.org/10.3390/agriculture12101673">https://doi.org/10.3390/agriculture12101673</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



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