O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Citros III (INCT Citros III) reúne pesquisadores de diferentes instituições nacionais e internacionais para desenvolver tecnologias voltadas ao fortalecimento da citricultura brasileira.
Sob coordenação da Dra. Mariângela Cristofani-Yaly e com sede no Instituto Agronômico (IAC), o projeto atua para aumentar a resiliência e a competitividade do setor citrícola. Para isso, integra genética avançada, bioinsumos e estratégias de manejo adaptadas aos desafios impostos por estresses abióticos e bióticos.

Essa atuação está organizada em três plataformas de pesquisa que trabalham de forma complementar:
Melhoramento Genético
Fisiologia Vegetal
Proteção de Plantas
Na prática, o INCT Citros III busca transformar conhecimento científico em soluções aplicáveis no campo, conectando diferentes áreas da pesquisa para responder aos desafios atuais da citricultura.
O projeto está direcionado ao desenvolvimento de soluções que impactam diretamente a produção citrícola no Brasil.
- Desenvolvimento de variedades elite de citros, incluindo copas e porta-enxertos adaptados a diferentes condições edafoclimáticas
- Criação de um portfólio de combinações copa/porta-enxerto para reduzir riscos associados às mudanças climáticas
- Desenvolvimento de pacotes tecnológicos voltados à nutrição, uso eficiente da água e manejo sustentável de pragas e doenças
- Desenvolvimento de soluções baseadas em produtos naturais, como extratos vegetais, óleos essenciais e subprodutos da destilação, contribuindo para sistemas produtivos mais sustentáveis.
Além das aplicações diretas no campo, o projeto também avança na geração de conhecimento científico, incluindo:
- Compreensão dos mecanismos moleculares e genéticos envolvidos na tolerância a estresses hídricos e térmicos
- Identificação e edição de genes-chave por meio de tecnologias como CRISPR-Cas
- Desenvolvimento de vetores, protocolos de transformação genética e novas aplicações como nocaute e prime editing
Legado do INCT Citros
O INCT Citros III dá continuidade a uma trajetória consolidada de pesquisa apoiada por instituições como CNPq, Finep, Fapesp e Capes, por meio de programas como PADCT II, Pronex, Instituto do Milênio e BioEx.
Essas iniciativas estabeleceram bases científicas e tecnológicas que sustentam o desenvolvimento atual do projeto.



