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	<title>Arquivo de leprose dos citros - INCT CITROS</title>
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	<description>Plataformas de genômica comparativa, funcional e melhoramento assistido de citros</description>
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	<title>Arquivo de leprose dos citros - INCT CITROS</title>
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		<title>Vírus da leprose dos citros: doença ou defesa da planta?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CITROSinct23]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2023 17:16:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[fitossanidade]]></category>
		<category><![CDATA[laranja]]></category>
		<category><![CDATA[leprose dos citros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudar a interação entre planta e vírus na leprose dos citros gerou descobertas que revelam mecanismos de defesa e caminhos para o controle da doença. Saiba mais!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Explorando a interação planta-vírus na leprose dos citros: descobertas que revelam mecanismos de defesa e caminhos para o controle.</em></p>



<p>Pesquisadores do <a href="https://ccsm.br/">Centro de Citricultura Sylvio Moreira</a>, <a href="https://www.embrapa.br/mandioca-e-fruticultura" target="_blank" rel="noopener" title="">Embrapa Mandioca e Fruticultura</a> e <a href="http://www.biologico.sp.gov.br/" title="">Instituto Biológico</a> realizaram uma importante descoberta relacionada à principal doença causada por vírus que afeta os citros, causada por vírus. </p>



<p>O trabalho foi desenvolvido pela Dra. <a href="http://lattes.cnpq.br/6335262869577337">Gabriella Dias Arena</a> e contou com a colaboração do Dr. <a href="http://lattes.cnpq.br/3642147855980000" title="">Pedro Luis Ramos-González</a>. Como líderes do projeto estavam o  Dr. <a href="http://lattes.cnpq.br/5539282358122586">Marcos Antônio Machado</a> e a Dra<a href="http://lattes.cnpq.br/6216261423282706" title="">. Juliana Freitas-Astua</a>. A pesquisa, também vinculada ao <a href="http://inct.cnpq.br/">Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia</a> (INCT) de Citros, identificou que o desenvolvimento da doença denominada a leprose dos citros está relacionado a interação de uma proteína específica (P61) do vírus da leprose (CiLV-C) com o sistema de defesa da planta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Porque o vírus da leprose dos citros não é encontrado em todas as células da planta? Isto é, porque ele não é sistêmico como outros vírus?</h2>



<p>Esse era o questionamento que intrigava os pesquisadores a respeito do <strong>CiLV-C</strong>, também conhecido como <strong>vírus da leprose dos citros</strong>. Normalmente, quando um vírus infecta um organismo vivo, é comum que ele se dissemine por todas as células.</p>



<p>No entanto, no caso do CiLV-C, ao infectar uma planta, ele fica restrito à região onde ocorreu o primeiro contato. Ele não se espalha por toda a planta. Por essa razão, ele depende de uma &#8220;ajuda&#8221; externa. Essa “ajuda” é proporcionada pelo ácaro vetor desse vírus (<em>Brevipalpus yothersi</em>).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1748" height="1240" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/5.png" alt="" class="wp-image-7124" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/5.png 1748w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/5-300x213.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/5-1024x726.png 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/5-768x545.png 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/5-1536x1090.png 1536w" sizes="(max-width: 1748px) 100vw, 1748px" /></figure>



<p></p>



<blockquote class="wp-block-quote"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe - Marcos Antonio Machado" class="wp-image-6777" width="84" height="84" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 84px) 100vw, 84px" /></figure></div>


<p><em>“Assim como o Aedes aegypti carrega o vírus da dengue, o ácaro Brevipalpus yothersi transmite o vírus da leprose dos citros. Esses são chamados de vetores assintomáticos, uma vez que os vírus não prejudicam esses organismos, mas prejudicam o hospedeiro final.&#8221;</em> Dr. Marcos Antonio Machado</p>
</blockquote>



<p>Outro aspecto que merece atenção é o fato de que na região infectada da planta, ocorre a morte do tecido infectado. Esse tipo de resposta resulta no surgimento de lesões ou manchas nos frutos e em qualquer parte da planta que tenha tido contato com o vírus. São lesões escuras, resultado da resposta da planta à infecção.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited.jpg" alt="" class="wp-image-7130" width="81" height="81" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited.jpg 1533w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-300x300.jpg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-1024x1024.jpg 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-150x150.jpg 150w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 81px) 100vw, 81px" /></figure></div>


<p>“<em>Nessa situação, a morte celular do tecido vegetal pode ser causada por dois processos:</em> <em>por proteínas secretadas pelo</em> <em>vírus (ataque do vírus); ou também pelo aumento na produção de espécies reativas de oxigênio pela planta (defesa da planta).”</em>  Dra. Gabriella Dias Arena </p>
</blockquote>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Impacto da doença na vida dos citricultores e consumidores é significativo</h2>



<p>Frutos repletos de lesões perdem valor no mercado, mesmo que o vírus não tenha grandes efeitos no desenvolvimento do fruto. Dificilmente os consumidores se interessariam por frutos com aparência depreciada.</p>



<p>O controle da leprose dos citros acarreta custos elevados. Não existe cura para doença, nem possibilidade de controle químico do vírus. Assim, a estratégia é reduzir a transmissão do vírus pelo ácaro. Desse modo, aproximadamente 50 milhões de dólares são gastos anualmente com acaricidas para minimizar os danos causados por esse vírus. A maior parcela desse montante é destinada à compra e aplicação de agrotóxicos, visando reduzir a população de ácaros nos pomares.</p>



<p>Atualmente, ainda não existe uma tecnologia capaz de impedir a infecção das plantas pelo vírus ou de prevenir a formação de lesões nos frutos. Por essa razão, a melhor estratégia para reduzir o impacto da doença é controlar a população de ácaros. Sem esse vetor, a doença fica restrita a pontos isolados nos pomares.&#8221;</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe - Marcos Antonio Machado" class="wp-image-6777" width="81" height="81" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 81px) 100vw, 81px" /></figure></div>


<p><em>&#8220;Nosso objetivo com esta pesquisa foi compreender o comportamento do vírus na planta, visando abrir caminhos para o desenvolvimento de novas tecnologias de controle da doença, com especial enfoque na infecção viral.&#8221;</em> Dr. Marcos Antonio Machado</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Conheça o experimento que permitiu o entendimento da interação entre planta e vírus.</h2>



<p>Na ciência agrícola é comum a utilização do que chamamos de <strong>plantas modelos </strong>– espécies vegetais de ciclo curto, fáceis de cultivar, têm seus genomas relativamente pequenos e sequenciados, e assim facilitam a compreensão de genes individuais e processos biológicos em uma planta. Duas das mais conhecidas são <em>Arabidopsis thaliana</em> e <em>Nicotiana benthamiana</em>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-1024x1024.jpg" alt="Gabriella Dias Arena - leprose dos citros" class="wp-image-7130" width="75" height="75" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-1024x1024.jpg 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-300x300.jpg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-150x150.jpg 150w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-768x768.jpg 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited.jpg 1533w" sizes="(max-width: 75px) 100vw, 75px" /></figure></div>


<p><em>“As plantas modelo também se destacam pelo seu ciclo de vida curto. Ao plantar uma semente, é possível acompanhar o desenvolvimento até a formação de flores em questão de semanas, o que permite a repetição de experimentos várias vezes em um único ano. Isso contrasta com as plantas cítricas, onde esse processo é muito mais demorado.”</em> Dra. Gabriella Dias Arena</p>
</blockquote>



<p>Por esse motivo, é comum que pesquisas voltadas para a compreensão de mecanismos genéticos de resistência a doenças, pragas e fatores climáticos utilizem, em um primeiro momento, plantas modelo. Posteriormente, os mesmos resultados são validados em plantas de interesse, como os citros.&#8221;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color">Leia também</mark></strong></p>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2018/02/23/as-plantas-top-models/">As plantas top models</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Plantas modelos foram utilizadas no entendimento da leprose dos citros</h2>



<p>A planta modelo <em>A. thaliana</em>, quando infectada pelo vírus CiLV-C, apresenta sintomas semelhantes aos observados em plantas de citros, o que a torna uma excelente opção para estudos sobre essa doença.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1748" height="1240" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/6.png" alt="" class="wp-image-7127" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/6.png 1748w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/6-300x213.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/6-1024x726.png 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/6-768x545.png 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/6-1536x1090.png 1536w" sizes="(max-width: 1748px) 100vw, 1748px" /></figure>



<p></p>



<p>Os pesquisadores buscaram identificar quais genes da planta eram “ligados” e “desligados” quando infectadas pelo vírus. Para isso, conduziram experimentos onde dividiram as plantas em dois grupos:</p>



<ul>
<li>Plantas do grupo A tiveram contato com ácaros infectados pelo vírus CiLV-C</li>



<li>Plantas do grupo B tiveram contato somente com ácaros, mas sem o vírus CiLV-C</li>
</ul>



<p>Folhas dessas plantas eram coletadas em diferentes tempos: 0 horas, 6 horas, 2 dias e 6 dias após o contato com o ácaro. <strong>Aplicou-se então a técnica de sequenciamento do RNA (RNA-seq)</strong>. Diferentemente do sequenciamento do DNA, que permite identificar todos os genes presentes em um organismo (genoma), o sequenciamento do RNA permite observar quais genes estão ativos e inativos (transcriptoma) – ou seja, revela quais genes são importantes para o organismo naquele processo da interação da planta, seja com o ácaro seja com o ácaro e o vírus.</p>



<p>O RNA-seq é uma técnica relativamente custosa e que requer uma série de análises bioinformáticas. Portanto, seu uso deve ser minuciosamente planejado. Foram avaliados outros intervalos de tempo, incluindo até 10 dias após o contato entre os ácaros e as plantas. No entanto, os dados já indicavam que a principal interação entre a planta e o vírus ocorria logo no início desse contato.</p>



<blockquote class="wp-block-quote">
<p class="has-text-align-center"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>Leia também</strong></mark></p>
</blockquote>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2018/06/28/por-que-os-genes-ligam-e-desligam/">Por que os genes ligam e desligam?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Os sintomas da leprose dos citros são uma defesa da planta contra o vírus</h2>



<p>Os resultados do RNA-seq mostraram que, quando em contato com o vírus, a planta começa a reprogramar (desligar e ligar) cerca de 3 700 genes. Foi visto que esses genes estão relacionados a uma resposta de “defesa” e “alerta”. Em outras palavras, a planta entra em ação, ativando mecanismos químicos para isolar a região que foi infectada pelo vírus.</p>



<p>Os pesquisadores identificaram que uma série de mecanismos de defesa sendo ativados, entre eles a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS), além de vários genes marcadores de uma resposta de hipersensibilidade. Essa resposta resulta na &#8216;morte&#8217; das células, na região infectada pelo vírus, isolando-a e impedindo que o vírus se dissemine por toda a planta.</p>



<blockquote class="wp-block-quote"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe - Marcos Antonio Machado" class="wp-image-6777" width="86" height="86" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 86px) 100vw, 86px" /></figure></div>


<p><em>“É um tipo de resposta bastante interessante. Normalmente, associamos a presença de lesões a compostos químicos produzidos por invasores como microrganismos, insetos e animais. No entanto, neste caso, observamos a própria planta produzindo compostos químicos que eliminam suas próprias células para evitar a disseminação do vírus.&#8221;</em> Dr. Marcos Antonio Machado</p>
</blockquote>



<p class="has-text-align-center"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color">Leia também</mark></strong></p>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2018/09/07/suicidio-celular-planta/">Suicídio celular das plantas</a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Mas como a planta detecta a infecção pelo vírus da leprose?</h3>



<p>Para responder a essa pergunta, os pesquisadores optaram por avaliar individualmente as proteínas que compõem o vírus CiLV-C em outra planta modelo, a <em>N. benthamiana.</em></p>



<blockquote class="wp-block-quote"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg" alt="INCT CITROS - Equipe - Marcos Antonio Machado" class="wp-image-6777" width="80" height="80" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado.jpg 278w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/01/INCT-CITROS-Equipe-Marcos-Antonio-Machado-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 80px) 100vw, 80px" /></figure></div>


<p><em>“Existem muitas metodologias já padronizadas que utilizam a N. benthamiana para estudo da produção de espécies reativas de oxigênio. Nosso objetivo era avaliar se alguma das proteínas do vírus faziam com que a planta produzisse essa resposta.”</em> Dr. Marcos Antonio Machado</p>
</blockquote>



<p>Dessa forma, os pesquisadores descobriram que a proteína P61 era a responsável por desencadear a produção de espécies reativas de oxigênio na planta. As espécies reativas de oxigênio, como O<sub>&#8211;</sub> e H<sub>2</sub>O<sub>2</sub>, são tóxicas às células, levando-as à morte. Com isso há o desenvolvimento da lesão e o isolamento do vírus.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1748" height="1240" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/7.png" alt="" class="wp-image-7128" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/7.png 1748w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/7-300x213.png 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/7-1024x726.png 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/7-768x545.png 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/7-1536x1090.png 1536w" sizes="(max-width: 1748px) 100vw, 1748px" /></figure>



<p></p>



<blockquote class="wp-block-quote"><div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-1024x1024.jpg" alt="Gabriella Dias Arena - leprose dos citros" class="wp-image-7130" width="74" height="74" srcset="https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-1024x1024.jpg 1024w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-300x300.jpg 300w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-150x150.jpg 150w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited-768x768.jpg 768w, https://inct.iac.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/08/Picture_Gabriella-1-edited.jpg 1533w" sizes="(max-width: 74px) 100vw, 74px" /></figure></div>


<p>“<em>Esses resultados nos levam a crer que a leprose dos citros é resultado de uma interação incompatível entre a planta e vírus</em>. <em>A planta já possui em seu “sistema imunológico” mecanismos para identificar a presença da proteína P61 do vírus e, assim, ativar seu sistema de defesa, evitando a proliferação do vírus nas células vegetais</em>”.</p>
</blockquote>



<p>A pesquisa realizada pelo grupo do Dr. Marcos Machado e pelas Dra. Juliana Freitas-Astúa e Dra. Gabriella Dias Arena deu passos significativos no esclarecimento dessa importante doença, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos produtos agrícolas para controlar o vírus da leprose dos citros. Um exemplo é a utilização de RNA interferente, uma tecnologia moderna que pode contribuir para a sustentabilidade da produção de citros.&#8221;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color">Leia também</mark></strong></p>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://www.blogs.unicamp.br/descascandoaciencia/2016/10/02/silenciamento-genico-uma-nova-arma/">Silenciamento gênico: uma nova arma contra insetos</a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Referência</h3>



<p>Arena, G. D., <em>et al.</em> Plant Immune System Activation Upon Citrus Leprosis Virus C Infection Is Mimicked by the Ectopic Expression of the P61 Viral Protein. Front. Plant Sci. 2020, doi: <a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpls.2020.01188/full">10.3389/fpls.2020.01188</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



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